NOVIDADES

Comunicado da Lusa sobre Valas comuns na Região centro do país

O assunto sobre supostas Valas comuns na região centro do país, continuam a dar no que falar.

Após a Lusa ter noticiado a informação que dava conta da existência de uma vala comum com mais de 120 corpos no Distrito da Gorongosa, a informação rodou o mundo todo. Muitas organizações defensores de Direitos humanos e alguns doadores, pediram explicações ao governo Moçambicano.

Dias depois da publicação, o governo disse que não existiam valas comuns como a Lusa noticiou. Mas dias mais tarde, um grupo de jornalistas encontrou cerca de 13 corpos abandonado nas matas do Distrito de Macossa, na província central de Manica, mas não encontrou-se a Vala Comum.

Perante esta situação, a Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade convocou igualmente André Catueira, colaborador da Lusa ao nível da região centro do país, para prestar declarações sobre o mesmo assunto. O jornalista respondeu às questões colocadas pelos deputados no dia 30 de maio, e afirmou ser impossível aceitar o convite para os guiar ao local da vala comum referida na notícia de 28 de abril.

Dias depois do colaborador da Lusa ter prestado as declarações, alguns órgãos de notícias do nosso solo pátrio, distorceram a informação prestado por André Catueira.

Perante esta situação, a Lusa resolveu emitir um comunicado, explicando como tudo aconteceu.

Confira o comunicado abaixo:

“Perante notícias publicadas nos últimos dias, envolvendo despachos da Lusa sobre a existência de valas comuns em Moçambique, a Direção de Informação (DI) esclarece o seguinte:
1 – No dia 28 de abril, a Lusa noticiou a existência de uma vala comum com mais de cem corpos na Serra da Gorongosa, no centro de Moçambique, denunciada por camponeses. A agência recolheu vários testemunhos de camponeses que frequentam a região e contactou com entidades oficiais, nomeadamente a administração do distrito da Gorongosa e a Polícia da República de Moçambique. Vários “sites” associaram ao texto desta notícia uma fotografia de valas comuns que não dizia respeito a Moçambique. Esta foto não foi divulgada pela Lusa e a Lusa não tem qualquer responsabilidade na sua difusão.
2 – No dia 01 de maio, a Lusa, com outros dois órgãos de comunicação social (Deutsche Welle e Rádio Comunitária da Gorongosa), localizou e documentou fotograficamente 15 corpos abandonados no mato, em dois locais entre os distritos de Macossa e Gorongosa, nas proximidades da localização apontada na primeira notícia. Fotos destes cadáveres foram distribuídas pela Lusa aos seus clientes, em simultâneo com a divulgação da respetiva notícia.
3 – A Lusa noticiou todas as tomadas de posição pertinentes sobre o assunto, de entidades moçambicanas ou outras, sempre que delas teve conhecimento.
4 – A Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade, do Parlamento de Moçambique, convocou o delegado da Lusa em Moçambique, Henrique Botequilha, a 27 de maio, para prestar declarações no mesmo dia. A Lusa respondeu a todas as questões colocadas ao longo de quase uma hora de sessão, recusando revelar as suas fontes de informação que solicitaram anonimato, tal como determinam o código deontológico dos jornalistas e várias recomendações internacionais, adotadas, nomeadamente, pela União Europeia e pela União Africana.
5 – A Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade convocou igualmente André Catueira, colaborador da Lusa no centro de Moçambique, para prestar declarações sobre o mesmo assunto. O jornalista respondeu às questões colocadas pelos deputados no dia 30 de maio, e afirmou ser impossível aceitar o convite para os guiar ao local da vala comum referida na notícia de 28 de abril. Essa diligência, a verificar-se, obrigaria a recorrer e a identificar as fontes que conhecem o local e pediram o anonimato.
6 – Para além da informação da Lusa sobre este assunto, também a Deutsche Welle, a Al-Jazeera e órgãos de comunicação social moçambicanos, nomeadamente a STV, o jornal O País e o semanário Savana, noticiaram, entretanto, a descoberta de valas comuns naquela região de Moçambique. Notícias que tiveram como fonte o próprio trabalho desenvolvido no local por jornalistas dos respetivos órgãos de comunicação social.
7 – A Lusa considera que todos os esclarecimentos públicos sobre o noticiário que produziu sobre o assunto foram prestados em sede de Comissão Parlamentar, quer pelo seu delegado quer pelo seu colaborador, não resultando daqui qualquer alteração ou necessidade de correção ao trabalho realizado, pautado pelos princípios do rigor, da verdade e ética jornalística.
8 – A Lusa lamenta que as declarações prestadas pelo seu delegado em Maputo, em sede de Comissão Parlamentar da Assembleia da República de Moçambique, a propósito das valas comuns no centro do país, tenham sido deturpadas por vários órgãos de comunicação social, um facto que é facilmente verificável ouvindo a gravação da referida audição.
9 – A Lusa reafirma, por fim, aos seus clientes, todas as notícias divulgadas até ao momento sobre este assunto.
A Direção de Informação

Lisboa, 30 de Maio de 2016″

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