POLÍTICA

PRM admitiu ter invadido a casa de Dhlakama sem Mandado Judicial

Depois de muitas críticas lançadas pela sociedade civil e alguns membros do governo, a Polícia da República de Moçambique, admitiu ontem que não tinha mandado judicial para a invasão da casa do líder do maior partido da oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, na passada, sexta-feira, justificando que a intenção era protegê-lo e evitar um eventual “aproveitamento maléfico” que pudesse atentar contra a sua segurança.

“Nós respeitamos os termos legais, mas, neste caso, foi uma ação para recolha de armas que estavam ilegalmente em mãos alheias e a criar situações de insegurança”, disse Inácio Dina, porta-voz do comando geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), citado pela Lusa.

invasão a casa de Dhlakama

De acordo com o porta-voz da PRM, a ação da polícia tinha a intenção de garantir a própria segurança de Dhlakama, evitando “um aproveitamento maléfico” que pudesse atentar contra o próprio líder da Renamo.

“O que aconteceu foi apenas uma recolha de instrumentos que poderiam ser perigosos para o próprio Dhlakama. As armas de fogo devem ser detidas pelas forças de segurança”, acrescentou Inácio Dina, evocando a lei moçambicana, mesmo que, no entanto, admita que não houve um mandado judicial.

“Agora [Afonso Dhlakama] está em condições bem seguras”, declarou o porta-voz da PRM, sublinhando que “a polícia sempre esteve atenta à sua proteção”.

Rebatendo a versão da Renamo, segundo a qual a operação tinha como objetivo a recuperação de três armas de fogo esquecidas pelas forças policiais num suposto ataque à caravana de Dhlakama, Inácio Dina sublinhou que a intenção era desarmar um “grupo armado” que, contra o que anteriormente foi acordado, começava a colocar em causa a ordem pública, não se limitando à proteção do seu líder.

“Nós estamos a falar de várias armas que estavam a ser detidas ilegalmente por indivíduos e serviam para hostilizar as populações, criando uma instabilidade”, afirmou Dina.

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