POLÍTICA

“Dhlakama foi capaz de acabar com a arrogância frelimista” diz Nini Satar

Após a Morte do líder do maior partido da oposição no país, Afonso Dhlakama, várias figuras públicas e individualidades lamentaram a perda.

O empresário Moçambicano, Momade Assife Abdul Satar, popularmente conhecido por Nini Satar, não ficou para trás. O mesmo destacou alguns feitos do Líder da “Perdiz”.

Através de um longo texto publicado na sua conta pessoal da maior Rede Social do Mundo, Nini  considerou que Afonso Dhlakama foi um homem notável e que fará muita falta para Moçambique.

“Amanhã, quinta-feira, vão a enterrar os restos mortais de Afonso Marceta Macacho Dhlakama. Escreveu com tinta indelével a sua passagem pela terra. Foi um homem notável. Daqueles cuja ausência muitos sentirão, mesmo os que o não conheceram.

Se havia um homem capaz de fazer o contrabalanço à hipocrisia do Governo do dia, aos abusos, à acumulação do capital pela minoria que se achava nesse direito só porque pegou em armas, esse era, sem dúvidas, o Dhlakama.

Dhlakama foi capaz de acabar com a arrogância frelimista e forçou Joaquim Chissano a assinar os Acordos de Paz, em Roma, em 1992. E general que era, no momento preciso que assinou os acordos, o troar das armas cessou. Não teve vida fácil, mesmo depois disso, tentaram embosca-lo diversas vezes, mas sempre escapou ileso. E não lutava para encher a sua barriga ou a dos seus familiares. Lutava por um Moçambique melhor. A sua família era o povo moçambicano.

Digam o que quiserem dizer, nenhum líder neste país foi capaz de arrastar tantas multidões. Campos de futebol cheios só para ouvirem a voz de Dhlakama. E, todavia, diziam que perdeu a eleição. Mas lá estava ele, compreensivo, a aceitar resultados fraudulentos porque queria o bem de Moçambique.

Dlakhama não roubou os dois biliões de dólares. Os que o fizeram são os que em vida o perseguiram, porque não queriam que os denunciasse. Não gostavam de quem falava a verdade. Não gostavam de quem dava voz ao povo. De quem apaziguava as inquietações do povo. E essa voz se calou. O que será de Moçambique? Voltará aos mesmos solavancos. Os camaradas multiplicarão os seus regabofes? O povo voltará a ser acorrentado? Cabe a cada um de nós lutar para que os ensinamentos de bravura deste homem singular sejam perpetuados”, sentenciou NIni Satar.

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2 Comentários

  1. Inácio cossa disse:

    Grande homem se foi

  2. marlene93 disse:

    Exacto irmão, faremos a revolução já em breve, concretamente em Outubro, já nos cansamos desses gatunos que se dizem ser nossos governantes.

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