POLÍTICA

“A crise política e militar só irá terminar nas próximas eleições legislativas, em 2019” diz Michel Cahen

Durante a entrevista que concedeu ao África Monitor, Michel Cahen,  o historiador e politólogo sobre Moçambique, disse que a crise política e militar que assola a nossa pérola do “Atum” desde a divulgação dos resultados das últimas Eleições em Moçambique, onde Filipe Nyusi e o partido Frelimo foram os grandes vencedores, só irá terminar nas próximas eleições legislativas, em 2019.

Cahen disse ainda que “mais dinheiro dado a regimes que não são democráticos vai encorajar esses regimes a ficar hegemónicos”.

Numa outra abordagem, o historiador disse que “a comunidade internacional em geral ainda prefere a manutenção do poder da Frelimo, ignorando sinais de degradação dentro do movimento, por considerar o   partido habituado a gerir a relação com as grandes multinacionais, o que é “melhor para o capitalismo internacional.

Apesar dos esforços de democratização da sociedade civil moçambicana hoje em dia, na partilha internacional do poder, as condições não estão reunidas para uma maior democratização, mesmo perante   uma Frelimo completamente apodrecida, com alguns ligados ao tráfico de droga, com corrupção enorme”.

“Para a próxima geração (em África), não sou muito otimista. As novas descobertas de petróleo e metais preciosos, em Moçambique e muitos outros países (…) só trouxeram mais corrupção, mais enriquecimento da elite, mais guerra civil, e isto não é nada bom para a democracia”, disse Cahen citado pela África Monitor.

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

Seja o primeiro a comentar!

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.