POLÍTICA

Governo e Renamo aceitam participação da sociedade civil nas negociações de paz

As delegações do Governo e do maior partido da oposição no país, aceitaram a participação de da sociedade civil nas negociações de paz.

Uma carta do chefe da delegação do Governo nas negociações, citada hoje em conferência de imprensa pelo Painel de Monitoria do Diálogo Político, manifesta “toda a simpatia e global concordância com os propósitos do Parlamento Juvenil”, referindo-se a uma das organizações envolvida nesta plataforma civil que exige a participação nas conversações.

De acordo com o Painel de Monitoria do Diálogo Político, a mesma abertura foi manifestada pelo chefe do gabinete do presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Augusto Mateus, que considerou a intenção positiva, observando, no entanto, que dependerá do bom senso e de um entendimento com o Governo.

Nyusi e Dhlakama

A exigência do envolvimento de membros de organizações da sociedade civil nas negociações para a paz surgiu no âmbito da conferência Pensar Moçambique, organizada pelo Parlamento Juvenil no mês passado.

O encontro culminou com a emissão de quatro cartas, destinadas ao Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, ao líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e aos chefes das delegações das duas partes nas negociações, Jacinto Veloso, do Governo, e José Manteigas, do maior partido de oposição.

Observando que a exclusão da sociedade civil no processo negocial revelaria que as partes estão a defender interesses próprios, o ativista social moçambicano Erik Charas, que faz parte do Painel de Monitoria do Diálogo Político, disse hoje, à margem da conferência de imprensa, que “é difícil monitorar o processo à distância” e que as pessoas da sociedade civil escolhidas devem “lutar pelos interesses dos moçambicanos”.

“Se há espaço para trazer atores internacionais, porque é que a sociedade civil não pode [participar nas negociações?”, questionou.

O grupo exige o envolvimento de oito personalidades da sociedade civil no processo negocial, observando que a cessação imediata das confrontações militares deve ser a prioridade na agenda das conversações.

“O nível gravoso do abuso e violação dos direitos humanos nesta tensão político-militar está a transformar mais de 25 milhões de vidas humanas em meras estatísticas aterrorizadoras”, refere o documento, acrescentando que Moçambique vive uma situação em que o direito à vida é atribuído a partir da cor partidária.

Fonte: Lusa

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

1 Comentário

  1. elmo buene disse:

    Bom dia moçambique apoio a sociedade civil nas negociaçoes porque quem clama pela paz é o povo e governo e a renamo esta la a negociar questoes politica nao questoes social agora se a sociedade civil particimpar nas negociaçoes vai defender o povo.

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.
%d blogueiros gostam disto: