POLÍTICA

Reino Unido decidiu sair da União Europeia

A contagem de votos aponta para a vitória da “Saída” com 51,9 por cento dos votos, enquanto os defensores da permanência da União Europeia conquistaram 48,1 por cento dos votos. A participação no referendo foi de 72,2 por cento dos 46,5 milhões de eleitores inscritos.

Na Escócia, a maioria dos votantes decidiu pela permanência na União Europeia, com 62 por cento dos votos. Um resultado semelhante ao da Irlanda do Norte, onde a opção pela permanência teve quase 56 por cento dos votos.

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Em sentido contrário, a saída da União ganhou em Inglaterra, com 53,4 por cento e no País de Gales, com 52,5 por cento dos votos.

“Dia da independência”

O Líder do partido para a Independência do Reino Unido, Nigel Farage, foi o primeiro político a reagir, considerando que este é o “dia da independência”. No Twitter, quando os resultados da vitória foram confirmados, veio dizer: “Temos o nosso país de volta. Obrigada a todos”.

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, já afirmou que a Escócia vê o seu futuro como “parte da União Europeia”.

“A Escócia vê o seu futuro como parte da UE. A Escócia votou de forma clara e decisiva para permanecer como parte da União Europeia, 62 contra 38 por cento”, afirmou a primeira-ministra, em declarações à BBC.

Sturgeon já tinha indicado que, caso o `brexit` (saída do Reino Unido da União Europeia) ganhasse, tal poderia precipitar um novo referendo sobre a independência da Escócia.

A nível europeu, Martin Schulz foi o primeiro dos líderes das instituições da União Europeia a fazer uma declaração pública. O presidente do Parlamento Europeu veio dizer que não está chocado com a decisão e alertou que houve uma preparação para este cenário.

Os presidentes das principais instituições europeias vão reunir-se hoje em Bruxelas para debater o resultado do referendo.

Para além dos presidentes da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, do Conselho Europeu, Donald Tusk, e do Parlamento Europeu, Martin Schulz, a reunião extraordinária de líderes europeus incluirá também Mark Rutte, primeiro-ministro holandês, por ser este o país que detém, até julho, a presidência rotativa da União Europeia.

O presidente do Parlamento Europeu disse ainda que irá falar com a chanceler alemã Angela Merkel no sentido de tentar evitar reações em cadeia. “A reação em cadeia que os eurocéticos celebram agora um pouco em todo o lado não terá absolutamente nenhuma razão de ser”, afirmou Martin Schulz.

As reações a esta decisão histórica de um país sair da União Europeia têm vindo a suceder-se, com destaque para as forças políticas de direita.

A líder da extrema direita francesa rapidamente veio a público defender a necessidade de um referendo em França e nos outros países europeus. Na conta do Twitter, Marine Le Pen veio dizer que os resultados no Reino Unido são “a vitória da liberdade!” O líder holandês do partido anti-imigração veio já fazer igual pedido.

Lusa

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