POLÍTICA

“Há uma tendência sedutora que visa silenciar o trabalho jornalístico” diz Egídio Vaz

No passado dia 14 de Junho, a  polícia de Investigação criminal intimou e ouviu o Jornal Zambeze na capital moçambicana, dias depois desse semanário ter publicado uma notícia que dava conta que os homens Armados da Renamo haviam abatido alguns militares Zimbabuanos.

De acordo com os intimados, João Chamusse e Egídio Plácido, a corporação queria mais esclarecimentos sobre as fontes da notícia.

Chamado a comentar sobre a situação no programa Noites informativas da STV, o historiador moçambicano, Egídio Vaz, disse que está na hora de apertar o botão de pânico, por certas entidades do estado estão a tentar se intrometer nos serviços editoriais.

Egidio Vaz

“A PIC tendo lindo uma notícia, foi pessoalmente tratar isso. Mas a PIC assemelha-se a qualquer outra entidade do estado, tem porta-vozes, tem outros canais anterior a esse que poderia explorar. é bom sempre que um cidadão vem algo, inclusive a imprensa colaborar com as autoridades, mas nesse caso concreto tratou-se de uma notícia e, deveria ser tratado com tal”, disse Egídio Vaz.

Numa outra abordagem Egídio Vaz foi mais longe, ao avançar que essa tendência visa intimidar os jornalistas do nosso solo pátrio.

“Essa tendência sedutora eu julgo que visa silenciar ou condicionar o trabalho jornalístico. Por que com este tipo de atitude (intromissão no trabalho profissional), os jornalistas da República de Moçambique podem refrear ou eventualmente não estarem encorajados ha reportarem factos.

O principio geral do jornalismo é reportar aquilo que os detentores do poder gostariam de esconder e, nesse caso concreto tratou-se de uma notícia muito importante (sobre a presença nesse território de mercenários zimbabuanos). Sendo falsa, as autoridades nacionais poderiam simplesmente vir desmentir o assunto ou  tomar outros passos.

A coisa mais ridícula aqui, foi por exemplo essa insistência de revelarem as fontes. O mais interessante foi quando questionaram por que o semanário deu mais destaque as Forças Armadas de Defesa que alegadamente pilham as pessoas e não aos homens Armados da Renamo. Mas na verdade aqui quem se espera que não ataque as pessoas são as Forças de Defesa e Segurança e não a Renamo, que pratica nesse momento um verdadeiro bandidismo, que é o ataque aos alvos civis.

O que aconteceu aqui é como se diz na gíria jornalística, o homem mordeu o cão e, isto é atípico. Portanto as Forças de Defesa e Segurança, com toda disciplina, comando e juramento a bandeira, não pode atacar um cidadão”, sentenciou Egídio Vaz.

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