POLÍTICA

PRM confirma existência de 13 corpos em avançado estado de decomposição em Macossa

Após ter desmentido por duas ocasiões a existência de mais de uma dezena de corpos abandonados na região centro do país, a Polícia da República de Moçambique (PRM) finalmente admitiu a existência dos mesmo no Distrito de Macossa, na província central de Manica, tal como foi anunciado pela imprensa nacional e internacional na semana finda.

O comandante provincial da PRM em Manica, Amando Canheze, avançou que quando a informação começou a circular foi criada uma equipa multissectorial composta pela Polícia de Investigação Criminal (PIC), Serviços de Informação e Segurança do Estado (SISE), saúde, entre outros, que se deslocou a Macossa a fim de localizar a vala e apurar as reais circunstâncias em que aconteceram as mortes.

Canheze afirmou que o que se constatou no local foi a existência de 13 corpos debaixo de uma ponte.

“Não temos nenhuma vala comum em Macossa. O que a nossa equipa de trabalho apurou foi a existência de 13 corpos abandonados e em avançados estado de decomposição”, disse Canheze, citado pelo AIM.

Devido ao estado em que estavam os corpos, segundo a fonte, ficou decidido que os mesmos deveriam ser sepultados naquela mesma zona. Com apoio dos líderes comunitários e outras pessoas de boa-fé, foi identificada uma zona onde decorreu o enterro das 13 vítimas que perderam a vida em circunstâncias ainda por esclarecer.

“Articulamos com o sector de saúde que disponibilizou sacos plásticos. Porque os corpos estavam decompostos, transportamos para uma zona próxima do local onde haviam sido abandonados e fizemos a sepultura”, disse o comandante, acrescentando que o passo subsequente é de esclarecer as circunstâncias em que as pessoas perderam a vida e responsabilizar os autores do crime que chocou o país e o mundo.

“Vamos continuar a investigar porque interessa-nos saber a causa das mortes, como é que aqueles corpos foram parar naquele local”, asseverou Canheze.

 

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