POLÍTICA

“A situação política é estável em Moçambique” diz Margarida Talapa

A chefe da bancada parlamentar do partido no poder fez este pronunciamento depois de uma reunião com o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa. A mesma reiterou que não é imperativo que haja uma mediação estrangeira no diálogo com a “perdiz”.

“Não estamos a recusar mediação, mas devíamos sentar-nos primeiro, entre nós. Sentando é que vamos chegar à conclusão do que pretendemos”, disse Margarida Talapa.

Numa outra abordagem, a chefe da bancada parlamentar da Frelimo, avançou que o maior partido da oposição no país veste fato no parlamento e depois mata civis e militares no país.

“O grande problema é que temos uma Renamo que, de manhã, acorda com fatos, vai à Assembleia da República e faz discursos incendiários ao país e outra Renamo a matar civis e militares. Entendemos que essa não é a forma de fazer a democracia”, acusa Margarida Talapa.

A deputada argumenta que “a situação política é estável em Moçambique” e “as instituições democraticamente eleitas estão em pleno funcionamento”.

“O Governo está a trabalhar da base até ao topo. Estamos preocupados com os ataques da Renamo. Não se faz o processo democrático com armas”, sublinha Margarida Talapa.

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2 Comentários

  1. Maria Lúcia disse:

    Penso que a Senhora Talapa não sabe o que quer dizer estabilidade. Será estabilidade enquanto nas nossa estradas (emboscadas) morrem pessoas e deixam os entes queridos de luto e sem saber porquê? É estabilidade quando os moçambicanos não sabem o que comer no dia seguinte porque os preços sobem a cada dia?
    É estabilidade quando todos os dias ouvimos falar de paz e não calam os gritos dos canhões?
    Senhora Talapa, seja um pouco mais mulher, e chore com o coração de mulher, pensando sempre se atacassem o meu filho, diria que estava estável? Por favor dê-nos tréguas….. não tratem os vinte e tal milhões de Moçambicanos como imbecis e que nada sabem o que acontece dia após dia….

  2. Quando o meu professor que estava na idade da grande sagacidade, um verdadeiro ortodoxo, dizia-me em sede de conversas “Filipe, a vida é como o escalar uma montanha: enquanto estiveres na base, não sabes quão difícil é atingir o topo, e quando estiveres no topo, saberás o quanto esforço empreendeste para atingir o topo, e ai, tens uma visão mais ampla e concreta da realidade”; eu pouco o entendia. Por muito enquanto vivia no sul do país, não entendia de certo o que trazia o descontentamento do povo do norte de Save, e por que os nossos políticos, académicos, assim que estudassem um pouco e depois de espreitar a capital, procurassem se fixar em Maputo e as terras do natus, ficassem mesmo terras de visitas e férias! Mas hoje, que a vida ofereceu-me a oportunidade de ir ao norte de Save, sinto que estou no meio do monte, e posso entender as dores que os que estão cá têm sentido!
    É preciso ouvir o grito do povo! Se o filósofo nosso contemporâneo Hans Kung tem sérias dificuldades para dizer paz com as divergências ideológicas entre as religiões, não vê paz defronte à fome, à nudez, às injustiças, para não citar ao certo as mortes e agressões aos Direitos Humanos, como podemos hoje: que não se pode viajar tranquilo pela nossa EN1 porque soam os disparos matando civis e militares; não fazemos as nossas machambas para produzir alimento por falta de tranquilidade; que ficamos desempregados sem mais esperança de ter emprego porque pagamos dívidas que mal sabemos delas; que se nos nega a paz; dizer que MOÇAMBIQUE ESTÁ ESTÁVEL?

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