POLÍTICA

Políticos defendem regresso ao diálogo para honrar Dom Jaime

Os principais líderes políticos moçambicanos defenderam no sábado passado a necessidade de haver um “diálogo honesto” para devolver a paz no nosso solo pátrio, em memória de Jaime Gonçalves, arcebispo emérito da Beira, que foi sepultado no sábado (3) na cidade da Beira.

“A morte de D. Jaime empobrece a nossa democracia”, disse Daviz Simango, Presidente do Conselho Municipal da Cidade da Beira e líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), citado pela Lusa.

“A defesa e a promoção da vida são valores supra partidários e supra religiosos”, acrescentou Daviz Simango, repetindo a frase de Jaime Gonçalves: “Cabe agora aos moçambicanos saberem se querem acabar com a guerra ou se a guerra acaba com eles”.

O secretário geral do maior partido da oposição no país, Manuel Bissopo, que representou o seu líder, Afonso Dhlakama, frisou que Dom Jaime tudo fez para aproximar a Renamo e o governo.

“Jaime Gonçalves dedicou-se de corpo e alma para aproximar o governo e a Renamo, de modo a privilegiar o diálogo em detrimento do soar da armas”, lembrando a aterragem noturna do religioso em Cainxixe (Maringué, província de Sofala) em abril de 1988, para iniciar as negociações com Dhlakama e que conduziram aos acordos de Roma e ao fim de 16 anos de guerra civil.

Numa fase em que Moçambique vive nova instabilidade política e militar, o secretário-geral da Renamo lamentou que a morte de Jaime Gonçalves tenha ocorrido “numa altura em que mais se precisava do seu saber para a pacificação e unidade”, chamando todos intervenientes para “se devolver a paz, através de um diálogo sério”.

Por sua vez Raul Domingos, presidente do PDD e que chefiou a delegação da Renamo em Roma, disse que o legado de Jaime Gonçalves ensina que “o trinómio dialogo, inclusão e reconciliação são os grandes pilares da paz”, considerando que Moçambique ainda pode viver em concórdia se houver honestidade.

 

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1 Comentário

  1. Maria Lúcia disse:

    Os políticos devem sim, honrar a Dom Jaime trazendo a PAZ efectiva e a Democracia sem preconceitos. Ninguém deve ser obrigado a pertencer este ou àquele partido, mas a todos somos exigidos e chamados a sermos filhos exímios do Povo moçambicano, procurando paz, concórdia e harmonia entre todos e que os bens sejam partilhados por todos e não apenas por um grupo dominador…… somos todos moçambicanos!

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