POLÍTICA

Joaquim Chissano defende ações militares contra a Renamo

Joaquim Chissano, o segundo presidente de Moçambique independente, defendeu ontem, Sexta-feira (8), que o Governo deve continuar as suas ações militares contra o maior partido da oposição no país, enquanto o movimento apostar na via armada como instrumento político.

“Se não há outra maneira [de travar as ações armadas da Renamo]. Se a Renamo deixasse de disparar contra a população, não haveria necessidade de se proteger a população, porque não haveria fogo”, disse Chissano, citado pelo semanário Savana.

Chissano lembrou que o executivo que chefiou durante a sua governação, negociou o Acordo Geral de Paz de 1992, enquanto o país estava em guerra.

“O diálogo de 1990-1992 fez-se no meio do fogo. Não parou a luta, porque o Governo estava consciente de que tinha o dever de defender a população e não podia recuar de qualquer maneira. Fizemos o que nós podíamos e salvamos até onde pudemos”, acrescentou Joaquim Chissano.

Sobre o condicionalismo imposto pelos comandados por Afonso Dhlakama, para o reatamento das negociações com o Governo, para o fim da crise político-militar, o antigo chefe do Estado Moçambicano entende que a aparente relutância do executivo em aceitar essa exigência pode estar relacionada com a circunstância de o principal partido de oposição passar a novas exigências logo que as anteriores são satisfeitas.

“É preciso ter-se uma perspetiva. Será que aceitando isto, a Renamo não vai exigir outra coisa? Porque já vimos exigências disto e mais aquilo. Então é preciso saber-se profundamente como agir em torno das propostas que estiverem na mesa, depois de tomar uma decisão”, declarou o antigo Presidente da República.

Joaquim Chissano referiu-se em concreto à exigência da Renamo de que um eventual processo negocial deve envolver a União Europeia (UE), assinalando que esta organização congrega vários estados.

“Por exemplo, a UE não é um estado, são vários estados. (…) eu não sei o que iria fazer a UE, quem é a UE? Não sei se a Renamo quer transformar este diálogo entre dois num assunto internacional”, enfatizou Chissano.

Realçando que um dia a estabilidade política voltará ao país, o antigo Presidente da República apelou à persistência do povo na exigência pela paz, assinalando que os moçambicanos exigem a estabilidade com cada vez maior vigor.

Lusa

 

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1 Comentário

  1. vava disse:

    e vergonha uk enfrentamx nx ultmx sec, primeir um govern corrupto e muit mais! jovenx acordem pois voce sao ux futuros lideres.

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