POLÍTICA

Governo diz que ocultou dívidas à Renamo para não comprometer segurança do Estado

O primeiro Ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, durante a conferência de imprensa havida ontem na capital moçambicana, Maputo, onde explicou como foi contraída a dívida pública, avançou que ocultou a dívida para não comprometer segurança do Estado.

“Temos uma oposição na Assembleia da República que de dia faz parlamento e de noite ataques noutro sítio”, afirmou Carlos Agostinho do Rosário, citado pela Lusa.

Agostinho do Rosário lamentou que o executivo tenha ocultado os empréstimos ao FMI, ao povo e ao parlamento, mas também mencionou o período que o país vive, “atípico e único no mundo”, em alusão à Renamo.

“Podíamos ter feito melhor”, admitiu Carlos Agostinho do Rosário, “mas revelar questões de soberania e segurança do Estado, em condições atípicas como esta, é de facto muito difícil”.

O primeiro-ministro apontou também a transição de governos, no início de 2015, como outra causa para a ocultação dos empréstimos avalizados pelo Estado.

A transição do Governo, assinalou, levou a que o atual executivo “tivesse conhecimento de cada dossiê aos bocadinhos” e que a informação tenha demorado tempo para ser consolidada e partilhada.

No entanto, para o primeiro Ministro, a questão mais premente com que o país se debate é a paz e a fraca produtividade, num contexto em que a economia moçambicana está a ser abalada pela desvalorização do metical, subida da inflação e da circunstância de importar quatro vezes mais do que aquilo que exporta.

“O mais importante neste momento é assegurarmos a paz e que a Renamo se desarme. Com paz e Renamo desarmada, podemos produzir. Não nos podemos distrair com dívidas”, acrescentou.

 

 

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1 Comentário

  1. Fernando Matope Majacaze disse:

    Acho que o Governo deve Sentar e unir a Renamo, caso contrario viveremos momentos deficeis. por eles tem sua Razão. ficaram muito tempo esperando para pelo menos 5 anos de governação. temos duas opições Nomear os governadores da Renamo que vao prestar conta o Presidentes electos e vivermos em paz por quer a Frelimo ou a Renamo todos são Moçambicanos. a Segunda Opição segocial amigavelmentes a Divisão do Pais os Frelimista ficam no Sul e Os Renamista ficam no Norte. depois fazer acordos de cooperação e boa visinhaça. e vivamos em pais por todos somos Moçambicano e todos temos directo ha um espaços para viver e governar segundo as crenças perdominantes. para Tiros e assassinatos vamos construir a nossa partria. temos exemplo de Alemanha ouve devisão na altura agora se uniram-se. e outros modelos

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