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O homem que trouxe Vale a Moçambique morreu em acidente aéreo no Brasil

Roger Agnelli, o banqueiro brasileiro que transformou a Vale SA no produtor número 1 de minério de ferro do mundo e o mentor do projecto Vale Moçambique, morreu no sábado passado em um acidente aéreo no Brasil.

Agnelli, sua esposa e duas crianças estavam entre os sete mortos quando seu Comp Air 9 turboélice monomotor bateu em duas casas ao redor hora local 3:20, depois de decolar de um aeroporto no norte de São Paulo, segundo as autoridades.

O presidente da mineira  Vale, Roger Agnelli,  durante a inauguração da mina de carvão de Moatize, província de Tete, centro de Moçambique, na qual  prevê uma produção de até 11 milhões de toneladas de carvão por ano, na  primeira fase, 09 de maio de 2011.  ANTÓNIO SILVA/LUSA

O presidente da mineira Vale, Roger Agnelli, durante a inauguração da mina de carvão de Moatize, província de Tete, centro do país. ANTÓNIO SILVA/LUSA

“Perdemos um brasileiro de visão empreendedora extraordinário”, disse a presidente Dilma Rousseff em um comunicado divulgado no domingo, acrescentando que Agnelli tinha dedicado sua carreira para grandes empresas brasileiras e mostrado comprometimento com o desenvolvimento do seu país.

Agnelli estava viajando para uma cerimônia de casamento no Rio de Janeiro com sua esposa Andréia, o filho João, filha Anna Carolina, e os dois cônjuges. O tempo estava claro no momento do acidente.

Em um comunicado, a Vale disse que soube da morte Agnelli’s com “imensa tristeza” e disse que o seu mandato de 10 anos na empresa se intensificou sua expansão global e transformação em um grande player global.

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Conhecido por sua disciplina e natureza agressiva, Agnelli conquistou o cargo mais alto da Vale em julho de 2001, depois de 19 anos como um banqueiro de investimentos e corporativo com o Banco Bradesco SA BBDC4.SA, um dos principais acionistas da Vale.

Ele incutiu uma cultura de meritocracia que ajudou a tornar No. 1 exportador da Vale no Brasil. Para amigos e inimigos, a chave para o sucesso de Agnelli foi predizer com precisão a ascensão da China como um grande consumidor de minerais, uma aposta crucial para tornar Vale, um ex-empresa controlada pelo Estado inchado, em uma potência global.

No ranking de melhor desempenho diretores executivos do mundo, publicada em fevereiro de 2013 de um Harvard Business Review, Agnelli ficou em quarto lugar, atrás apenas da Apple, Steve Jobs, da Amazon.com Inc Jeff Bezos e Yun Jong-Yong do Grupo Samsung. Ele era o CEO de mineração no ranking de 100 executivos.

Agnelli conquistou o primeiro lugar no ranking de Harvard após acumulando um retorno consolidado de 934 por cento durante sua gestão na Vale, cujo valor mais do que duplicou no período de mercado.

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