POLÍTICA

Cerca de 1400 militares desertam das fileiras das FDS

Dados divulgados ontem, segunda-feira, pelo Ministério dos Combatentes indicam que cerca de 1400 militares das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) desertaram das fileiras do exército.

Tete é a província com mais deserções. Presume-se que os constantes confrontos envolvendo as Forças de Defesa e Segurança e os Homens Armados da Renamo tenha influenciado a deserção em massa.

Nesta província do Centro do país foi detectada a existência de “dois Batalhões com efectivo total de 1170 ex-militares tidos como desertores”, disse o Ministro dos Combatentes, Eusébio Lambo citado pelo O PAIS.

Outro grupo considerável, composto por “220 ex-militares” fugiu dos quarteis na província de Sofala, estando refugiados no vizinho Malawi, segundo dados revelados no relatório do Ministério dirigido por Eusébio Lambo.

Não existem informações sobre as reais causas desta debandada nas fileiras do exército nacional.

Esta é a primeira vez na história recente do país, em que as autoridades vem a público divulgar números de deserções no seio das FADM, confirmando informações que vinham a público dados que ao nível de alguns círculos de opinião, vinham sendo avançadas, desde o início da tensão político-militar, há cerca de três anos.

Apesar de não haver estudos, nem informações oficiais sobre as causas desta debandada, facilmente se pode associar aos confrontos militares recorrentes entre as Forças de Defesa e Segurança (FDS) e homens armados da Renamo, circunscritos no centro do país, com destaque para as províncias de Sofala, Manica e Tete, precisamente, os locais onde as informações ontem divulgadas confirmam através dos números.

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