POLÊMICAS

Vice-Comandante da PRM acusado de assassinar empregado doméstico

Populares de Mundzingadzi na cidade de Chimoio, na província de Manica, centro do país, está  acusando José Weng San, Vice-Comandante da Polícia da República de Moçambique, de ter assassinado filho do seu vizinho.

Segundo fontes, Titos Chitexe, de 17 anos, perdeu a vida no passado dia 10 do mês corrente.

Os funcionários de Weng afirmaram que este teria falecido ao se enforcar depois de fazer desaparecer 2 telemóveis pertencentes ao Vice-Comandante da PRM.

José Weng San, Vice-Comandante da Polícia da República de Moçambique,

Segundo o pai do malogrado, o seu filho estava a trabalhar na residência daquele dirigente, em Maputo, garante que o seu primogénito terá sido assassinado por espancamento devido as lesões que apresentava.

Quando os vizinhos dos pais do malogrado se aperceberam do sucedido, isto após terem recebido o corpo do finado, que apresentava vários golpes, incluindo perca de dentes, na quarta-feira, ficaram indignados e decidiram solidarizarem-se com a família Chitexe, criando manifestação na residência do tal dirigente, na cidade de Chimoio.

José Weng San, Vice-Comandante da PRM

De acordo com António Fezenda Chitexe, pai do malogrado, assim que o corpo do seu filho chegou a cidade de Chimoio, a PRM, não queria que os familiares aproximassem e abrissem o caixão.

Depois de muita confusão os familiares de Chitexe finalmente conseguiram a autorização para abrir o caixão. Assim que conseguiram ver pela primeira vez o corpo de Titos, notaram que o mesmo apresentava-se sem dentes, com queimaduras, nariz estragado e o olho direito estava igualmente com problemas.

A população decidiu com isso, levar o corpo de Titos para enterrar na residência de José Weng San, repudiando o acto, que descreveram como macabro.

Segundo avançou o site O PLANALTO, a revelia, fizeram um buraco na porta da residência do vice-comandante da PRM, na cidade de Chimoio, para enterrar o seu ente querido, no final do dia 14 de Outubro, precisamente as 17 horas e 45 minutos.

Quando a cova estava pronta para que a sepultura fosse feita, a corporação foi obrigada a intervir com gás lacrimogéneo e tiros para o ar, com vista a dispersar e conter os ânimos dos populares vizinhas do finado. Aliás, António Chitexe, afiançou a nossa reportagem que para se realizar o enterro do seu filho, a polícia teve de usar força.

Chitexe, diz que mesmo depois do enterro custeado pela PRM, na quinta-feira, 15, os familiares estão de costa voltadas com o ministério do interior, por admitir no referido sector, pessoas com este tipo de comportamento e prometem recorrer logo que reunir todas provas.

Vasco Matusse, porta-voz da PRM, disse que a corporação fez-se presente na residência de Weng San, para manter a ordem e segurança públicas, e acrescenta que o caso será resolvido a partir da sede, na capital do país.

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1 Comentário

  1. luis muripa disse:

    Boa informação fornecida.

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