SOCIEDADE

Os autores dos crimes que abalam Moçambique gozam de muitas regalias na cadeia de máxima segurança, vulgo B.O

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo efectuou, ontem, terceiro dia, a audição de testemunhas requeridas pela defesa e ainda ouviu alguns declarantes no caso do julgamento de três cidadãos “envolvidos” no rapto de um cidadão inglês. Durante a sessão, foi igualmente ouvido um dos arguidos que, no primeiro dia dos trabalhos, segunda-feira,  teria recusado prestar declarações. Trata-se de “Sérgio” (recluso na cadeia de máxima segurança, vulgo B.O), que se acredita que esteja envolvido no crime.

Ontem, por livre vontade, declarou que não tem nada a ver com o rapto e que na PIC foi questionado apenas sobre o crime de burla a uma cidadã. Descreveu que, num certo dia, houve uma busca nas celas, onde a Polícia conseguiu recuperar dois telemóveis de “Pablo” (companheiro de cela), que se supõe que tenham sido usados para facultar as diligências do rapto e para burlar pessoas. O mesmo recusou alguma vez ter usado um telemóvel durante o tempo em que está preso e que a Polícia tenha encontrado algo seu na rusga.

Por seu turno, “Pablo” descreveu que, nessa operação, a Polícia encontrou um cartão de “Sérgio” e disse que aquele o teria ajudado a burlar uma cidadã com quem namorou virtualmente durante alguns meses.

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