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Moçambique prepara-se para migração digital

Os primeiros seis emissores para o processo de migração do analógico para o digital estão no país, prevendo-se que sejam instalados nas cidades de Maputo, Beira, Quelimane, Nampula, Pemba e Tete.

A garantia foi dada recentemente pelo presidente do Conselho de Administração da Empresa de Transporte, Multiplexação e Transmissão, SA (TMT, SA), Victor Mbebe, que explicou que os emissores foram adquiridos com fundos do Banco Mundial alocados ao Projecto do Governo Electrónico e de Infra-Estruturas de Comunicação (Projecto MEGCIP), desenvolvido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional (MCTESTP).

Os restantes 4 emissores a serem instalados nas cidades de Xai-Xai, Inhambane, Lichinga e Chimoio estarão disponíveis em Janeiro de 2016 e serão financiados pelo Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM).

“A instalação destes emissores marca o início do processo da migração digital que terá a sua fase final em Dezembro de 2016”, disse Mbebe, tendo acrescentado que “a montagem destes emissores marca o início da fase experimental e da dupla iluminação, ou seja, o período que estarão a funcionar, simultaneamente, as transmissões em analógico e digital”.

Haverá oito emissores para a cobertura das zonas fronteiriças de modo a mitigar os efeitos de eventuais interferências dos países vizinhos que já tenham concluído o processo de migração. Estes serão instalados nos próximos meses, na Ponta d’Ouro, Namaacha, Milange, Zóbue, Ulongué, Mandimba, Ressano Garcia e Vila Manica, e serão financiados pelo Governo da República Popular da China, sob forma de donativo para a Televisão de Moçambique (TVM).

A fase inicial terá como cenário a cidade e província de Maputo e vai-se expandir, gradualmente, para as outras províncias.

“Esta fase não terá nenhum custo para os operadores de televisão e nem para os telespectadores. O acesso será livre, ou seja, não carecerá de nenhuma subscrição para se ter acesso ao sinal. Todavia, é preciso salientar que para se aceder ao sinal será necessário ter um televisor digital preparado para o sistema DVB-T2 ou adquirir um descodificador SET-TOP-BOX (STB) também no sistema DVB-T2, que permite que se continue a usar o televisor analógico actual.

A transmissão será em definição standard (SD) e poderá passar, no futuro, em alta definição (HD)”, esclareceu-nos o PCA da TMT, SA.

Os países da sub-região da SADC acordaram, em Junho de 2015, na Namíbia, para que o processo de migração possa estar concluído até Dezembro de 2016. A fase inicial está a acontecer em alguns países como a Tanzânia, Namíbia, Malawi, Suazilândia, Maurícias e Madagáscar e os restantes estão nas fases de experimentação e/ou implementação da rede de transmissão digital terrestre.

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