POLÊMICAS SOCIEDADE

DESEMPREGO: Trabalhadores recusam-se de abandonar a CRBC

As obras de construção da estrada circular de Maputo foram paralisadas na manhã de ontem por quatro dias, na sequência do desentendimento entre os trabalhadores e o empreiteiro, a China Road and Bridge Corporation (CRBC).

Soubemos que como as obras se encontram praticamente no fim, a construtora está a desvincular os trabalhadores, dando-lhes cartas de pré-aviso, tal como vem previsto nos últimos contratos assinados entre as partes.

Entretanto, os trabalhadores exigem bónus e/ou subsídios de rescisão contratual, algo que não consta dos acordos estabelecidos no início da relação entre estes e os empreiteiros.

A agravar a situação está o facto de alguns trabalhadores terem sido propostos pelos chefes com os quais trabalharam no projecto da estrada circular que fossem às obras da construção da ponte Maputo-Katembe e também das rodovias para Bela Vista, Ponta do Ouro e Boane, que pertencem a uma outra empreitada, ainda que tutelada pela CRBC.

Chegados à Bela Vista e confrontados com as difíceis condições de trabalho, como falta de transporte e de acampamento, regressaram à extensão da CRBC ligada à estrada circular para exigir a melhoria do salário.

A empresa orientou a dispersão dos grevistas e que regressassem à empreitada segunda-feira para receberem esclarecimentos, de acordo com Maria Clara Mavie, dos Recursos Humanos.

O Centro de Arbitragem e Mediação Laboral (CEMAL) e a Inspecção-Geral do Trabalho (IGT), que foram ao estaleiro no fim da manhã, recomendaram ao empreiteiro para melhorar a comunicação com os trabalhadores.

Explicaram que como para a CRBC os dois projectos são diferentes, não há espaço para convidar os trabalhadores com os quais rescindiu o contrato para uma outra empreitada, pois isso pode ser entendido como transferência.

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