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Fuzileiros acusados de maltratar a população em Katembe

OS residentes do Bairro de Incassane, no Distrito Municipal de KaTembe, do outro lado da baía de Maputo, denunciaram actos de agressão e outras formas de maus-tratos protagonizados por militares da Escola de Fuzileiros Navais, localizada naquele ponto da capital do país.

“Esses militares não sabem conviver com a população deste bairro. Sempre que estão embriagados criam distúrbios e isso nos preocupa e não nos sentimos livres no nosso próprio país”, disse o residente Carlos Boavida, queixando-se ao edil de Maputo, David Simango, durante a sua visita àquele distrito municipal.

Segundo Boavida, os fuzileiros chegam a vandalizar os bens dos civis.

“Há dias, o meu sobrinho teve que fugir de casa porque os militares queriam torturá-lo sem que tenha cometido algum mal ou crime”, disse Boavida, anotando que “em caso de um deles brigar com alguém, eles aparecem em massa para agredir as pessoas, por exemplo, os que me maltrataram há anos eram onze”.

Visivelmente indignado, Boavida disse que é chegada a hora de pôr fim a isso, e se o Governo não tomar providências faremos um abaixo-assinado, porque isso nos dói bastante, já que, em 2002, um jovem foi agredido até perder a vida.

Elias Timbane, outro residente do mesmo bairro, confirmou o ambiente criado pelo comportamento de alguns militares, mas que isso já não se verifica há alguns anos.

“Eles agrediam pessoas nas barracas. No meio de uma conversa era possível agredirem-te sem motivos e, nessa altura, algumas pessoas foram parar ao hospital, após serem espancadas por militares”, disse Timbane, acrescentado que, por vezes, os civis retaliavam aos ataques dos militares.

“Às vezes, durante o treinamento, os militares cantavam canções insultuosas, mas isso foi resolvido pelas estruturas do bairro e, actualmente, eles têm-se comportado bem ali dentro do quartel”, explicou.

Respondendo às inquietações apresentadas, o Presidente afirmou que para se resolver a situação, o Conselho Municipal de Maputo vai entrar em contacto com o Ministério da Defesa Nacional, Salvador M’tumuke.

“Para solucionar o problema que nos apresentam, vamos falar com o ministro da Defesa para que a situação seja resolvida o mais breve possível, porque também não nos agrada”, prometeu Simango.

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1 Comentário

  1. Samson disse:

    Entau porkem isso acontece, do outro ldo a renamo faz otra coisa do outro lado os fadem faz outra coisa?

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