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Cientistas debatem sobre a possibilidade de redução dos custos de internet em África

CIENTISTAS e peritos em matéria de interconexão em internet debateram em Maputo a possibilidade de redução dos custos de acesso e uso da internet no Continente Africano.

Reunidos há dias no VI Fórum Africano De “Peering” e Interconexão – 2015, os especialistas nesta área abordaram igualmente os principais desafios e oportunidades de interconexão dos operadores e pontos de troca de tráfego com vista ao aumento do tráfego originado localmente.

Falando na ocasião, a Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional das Comunicações, Ema dos Santos Chicoco, referiu que este fórum é um momento propício para a discussão e partilha de informação em matéria de interconexão e outros aspectos a ela relacionadas.

A experiência da África do Sul, da SEACOM, a evolução e o impacto do “peering” no Continente Africano, as barreiras de produção e distribuição da internet, a monitoria da banda larga e as ferramentas da rede vão merecer igualmente espaço para discussão.

Entretanto, a vice-Ministra dos Transportes e Comunicação, Manuela Rebelo, apontou a adequação da lei e da regulação tendo em conta as profundas mudanças ocorridas nas tecnologias nos últimos anos, em especial aquelas decorridas da expansão da internet, que são um desafio do país.

A questão da convergência tecnológica das três formas de telecomunicações, nomeadamente redes fixas, móveis e internet preocupa o pelouro dos Transportes e Comunicações. De acordo com Manuela Rebelo, a convergência ajudaria na redução da diversidade das infra-estruturas nas áreas de telefonias, redes fixas, comunicação sem fio, redes móveis e internet.

“É nosso desejo que os preços do “roaming” regional reduzam de modo a que em África, no geral, e na SADC, em particular, possamos falar a custos aceitáveis e em condições de excelência”, frisou.

Em Moçambique, os primeiros ensaios para o estabelecimento de uma comunicação eletrónica começa nos finais da década 80 através do Centro de Informática da UEM (CIUEM). Mas a sua concretização só viria a acontecer em 1992 com a primeira ligação por e-mail, naquilo que viria a constituir o primeiro ponto que marcou a presença da internet em Moçambique.

É nesta óptica que para o Reitor da UEM, Prof. Doutor Orlando Quilambo, a realização desta conferência no país é um momento de celebração para assinalar todo percurso histórico das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) e da internet em Moçambique.

Mesmo assim Quilambo reconhece ainda serem enormes os desafios em relação ao acesso e uso das TIC’s no país.

Desde a sua primeira edição em 2010, o Fórum Africano De “Peering” e Interconexão tem estado a trabalhar na melhoria da provisão dos serviços de internet no Continente Africano.

O evento é uma organização conjunta da Internet Society e do Centro de Informática da UEM.

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