POLÍTICA

Padre Filipe Couto defende o fim do diálogo sem consenso

Os observadores nacionais no dialogo politico defende que a despartidarização da função pública e adevem ser discutidas no parlamento. Com vista a ultrapassar as várias rondas sem consenso. Este posicionamento foi manifestado em mais uma ronda em que a falta de consenso voltou a encalhar as conversações.

O Padre Filipe Couto resolveu quebrar o silencio, dando a voz a insatisfação dos observadores e defendeu o fim do diálogo sem consenso. Os observadores afastam Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama da falta de consensos e disse que o problema está com as equipes negociais.

 

filipe couto

“O Nyusi e o Dhlakama o que fizeram? Encontraram-se. Encontraram-se, falaram, tiveram os seus segredos de todas as coisa que eles lá falaram que eu sei e não sei, mas tenho a impressão, tenho o sentimento de que em algumas coisas eles acordaram. De facto há coisa que ai se mexeram, mas na Joaquim Chissano tudo ficou nos mesmos moldes, de um lado quando um diz Sim, do outro lado diz Não, quando outro diz Não, o outro diz Sim.

Parecem galos que em vez de fazer com que as galinhas tenham pintos, estão se a bater,” disse Padre Filipe Couto.

Filipe Couto defendeu a necessidade de haver humildade entre os negociadores de modo que reconheçam a incapacidade de ultrapassar as diferenças e entregam o dossier ao parlamento.

“Por que é que não temos a humildade de dizer…por que é de Janeiro até agora que estamos a discutir a despartidarização, 90% concordamos, há aqueles dois pontos que não concordamos, entregamos isso a quem de direito, ao parlamento ou aos dois líderes para que resolvam isso, por que nos fizemos o que podíamos. Por que estamos ai cada dia a vir, começar, fazer pausa, tomar café, voltar e depois vir declarar as pessoas que estamos no encontro 102 como se fosse um louvor, isso é mais uma derrota, uma derrota vergonhosa,” acrescentou Padre Filipe Couto.

O Padre Couto diz ainda que os dois partidos devem abrir espaço para um dialógo amplo sobre a despartidarização, tendo em conta que não é a questão que diz respeito apenas ao governo e a Renamo.

“A despartidarização não é monopólio da Renamo e da Frelimo, é de meu conhecimento que no parlamento ou na assembleia foi posto esse problema da despartidarização. Por que não podemos levar este documento consensual em pelomenos 90% e entregamos a assembleia, e discutir lá? Queremos ser aqui ser um fórum de quem? Dos eleitos?” sentenciou Padre Filipe Couto.

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1 Comentário

  1. Mateus Noliasse Antonio disse:

    Nao gosto da vida politica porque nao sou mintiroso,como tem sido se verficado nos vultimos anos aqui em mocambique.
    Muita mintira outro diz ja gan hou e outro diz tambem vai governar.Negrop nao foi feito pra governar mas se para ser empregado isto porque nao aceita ser derotado.

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