POLÍTICA

Juíza autoriza detenção de dois supostos assassinos de Gilles Cistac sem provas palpaveis

A juíza Judite António Correia, da Secção de Instrução Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, que autorizou a prisão de Lúcio Manuel Chembene e Arsénio Eduardo Nhaposse,  na Cadeia de Máxima Segurança, vulgo BO, acusados de envolvimento no assassinato do constitucionalista Franco-moçambicano, Gilles Cistac, a 03 de Março último.

A juíza autorizou a detenção dos dois indivíduos referido acima, sem provas concretas para a legalização da detenção, o que levanta a possibilidade de se estar a privar a liberdade de gente que não tem nada a ver com o caso.

Gilles Cistac1

O constitucionalista Moçambicano foi baleado quando tentava subir um táxi para o Tribunal administrativo, onde o mesmo iria tratar de um expediente. Foi quando uma viatura até então não identificada chegou com 4 indivíduos desconhecido, os mesmo saíram do carro e descarregaram uma chuva de bala contra o constitucionalista moçambicano Gilles Cistac.

Arnaldo Chefo, porta-voz do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) ao nível da cidade de Maputo, disse à Imprensa, na segunda-feira (13), que a corporação está no encalço de outros dois elementos, dos quatro que são indiciados de matar Cistac.

A PRM, que pretendia apresentar os presumíveis assassinos aos órgãos de comunicação social, o que viola a presunção de inocência, recuou, não avançou detalhes das circunstâncias em que os acusados foram detidos e justificou que é prematuro apresentá-los publicamente porque não pretende interferir na investigação.

Segundo avançou o portal “verdade”, Lúcio Chembene caiu nas malhas da Polícia a 01 de Abril corrente, em Maputo, vive no bairro do Chamanculo B, é electricista de profissão e empresário na área de transportes e não sabe porque razão foi preso, na sua zona, segundo consta do auto de perguntas feitas na presença de Arone Nhaca, representante do Ministério Público.

Por sua vez, Arsénio Nhaposse, morador no bairro da Machava Bunhiça, na Matola, já foi preso em 2013 por roubo de material informático. A sua mais recente detenção deu-se a 02 e Abril em curso na porta da sua casa e levado para as instalações da Unidade de Intervenção rápida sem nenhuma explicação. No mesmo local a Polícia manteve Lúcio, que de acordo com o processo a que nos referimos é amigo daquele. Consta que ambos frequentavam um bar sito no Chamanculo, onde Arsénio alega ter nascido e passado a sua infância.

A mesma fonte garantiu que os acusados afirmaram que não conhecem Cistac, porém, Judite Correia concluiu que, pese embora a detenção tenha ocorrido fora do flagrante delito, autorizava a prisão de Lúcio e Arsénio e as entidades competentes deviam conduzi-los para um estabelecimento competente. Os visados incorrem a penas que variam de 20 a 24 anos de prisão maior. O auto de perguntas aos arguidos, constituído por cinco páginas, é basicamente vago e não reúne nenhuma matéria que dite a permanência dos visados na cadeia.

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1 Comentário

  1. telma mahalucane disse:

    quero ser actualizada sempre

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